quinta-feira, 5 de abril de 2012

Nova Vida

Quando Alessa decidiu transformar-se em uma vampira, foi alertada das conseqüências, mas naquela noite ela estava sofrendo tanto que não se importava com nada, só queria que sua vida mudasse. E, de fato, foi uma grande metamorfose.

Passada a dor da transformação, ela se viu linda como jamais poderia imaginar, mas com todas essas mudanças veio também a sede, e agora ela precisava de sangue para sobreviver. A princípio, Andy, o vampiro que a transformou, a ensinou a caçar humanos, mas ele a alertou que deveriam ser mendigos, pessoas que vivessem nas ruas, para não levantar suspeitas.

Ela não concordava com isso, tinha nojo de tocar em mendigos e por mais que ele insistisse, ela passou meses sem se alimentar, até que teve uma ideia:

- Andy, o que você acha de sairmos da cidade e morar em um lugar mais afastado? Onde tenha animais, podemos nos alimentar deles.

- Não, não vou comer animais, eu gosto de animais, humanos são como lixo, não faz diferença matar um ou outro de vez em quando.

- Por isso mesmo não devemos nos alimentar deles, é nojento, o sangue dos animais é mais gostoso.

Depois de muita insistência, Alessa conseguiu convencê-lo a, pelo menos, tentar.

 Eles se mudaram para uma cidade que não ficava longe de uma grande floresta, e começaram a caçar animais no lugar de humanos. Não levantaram nenhuma suspeita nas pessoas da cidade, afinal, ao contrário do que dizem as lendas, vampiros podem viver durante o dia, Eles não gostam, mas é possível.

Ali eles puderam ficar por dez anos, depois tiveram que se mudar, pois todos envelheciam e eles não. Assim foram vivendo, a cada dez ou quinze anos eles se mudavam. Andy, depois de algum tempo convivendo com Alessa, começou a amá-la acima de tudo, pois seu jeito meigo e extremamente feliz de viver essa nova vida, o modo como ela encarava tudo o que acontecia, ele nunca tinha visto antes, e isso o conquistou.

Ela nunca mais chorou, nem se lembrou de toda a tristeza que sofreu em sua vida anterior. Estava em um novo mundo, um mundo que ela adorava, ao lado de uma pessoa que a amava e a quem ela seria eternamente grata por ter-lhe dado essa vida.


Patricia Strogenski

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