Madrugada, tudo estava planejado e
revisto; o carro abastecido, a cópia das chaves roubadas da casa, a arma com
silenciador essa não deveria ser usada, tinha que parecer acidental. Tudo
certo, era só começar.
Ela dirigiu pelas ruas da cidade com muita
calma, tudo estava sob controle. No caminho teve tempo de repassar cada passo
do plano, levando em consideração todas as possibilidades. Estava tranqüila,
sua única preocupação era que tivesse mais alguém na casa, afinal, ela não
precisava de mais vítimas, o alvo era só um.
Chegando à casa observou que seu alvo
estava só. Abriu a porta com muito cuidado, não podia fazer barulho. Subiu as
escadas devagar e chegou ao quarto. Viu que a vítima estava dormindo, tudo como
previsto.
Então, em silêncio montou a armadilha,
algo muito simples, um acidente que poderia acontecer com qualquer pessoa.
Primeiro, desligou a chave de luz, depois com a ajuda de uma lanterna de luz
mínima, se posicionou no corredor próximo a escada, que era escorregadia e
muito perigosa.
Pegou seu celular e ligou para a casa da
vítima. Com isso ela teria que se levantar, pois os telefones ficavam na sala e
na cozinha, ambos no andar inferior. O único problema seria se o alvo não
acordasse, mas ela tentou não pensar nisso e então ligou.
A vítima acordou, levantou-se e tentou
acender a luz, em vão. Como o telefone não parava de tocar, decidiu tatear as
paredes para chegar até ele, afinal era sua casa, a conhecia muito bem. Ao
chegar à escada sentiu um empurrão. Estava escuro e a escada, além de não ter
corrimão, era de um piso muito liso. Aconteceu a queda. O planejado aconteceu:
o pé pisou inseguro na ponta da escada, escorregou e a vítima rolou 15 degraus
abaixo.
Com auxílio da sua lanterna, ela
certificou-se de que a vítima estava imóvel. Desceu as escadas, verificou o
pulso da vítima e saiu. Fora da casa já em seu carro, no meio da estrada, ela
pode, enfim, respirar, e ter a certeza de que aquela mulher jamais afetaria sua
vida novamente.
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