Alessa estava chorando, ainda o amava
muito, mas não suportava mais a dor de amar alguém que não sentia o mesmo
por ela e só a fazia sofrer. Sem saber o que fazer tentou falar com
algum amigo, alguma pessoa que talvez pudesse fazê-la
sentir-se melhor, mas ninguém estava disponível. Ela estava só e com muita dor.
Toda a esperança que ela vinha alimentando
foi esquecida, não se sentia mais feliz como há poucas horas, agora só existia
a dor e um enorme abismo em sua frente. O que devia fazer? Fez-se essa mesma
pergunta várias e várias vezes, mas não conseguia responder, não podia pensar,
não queria ver que agora era pra sempre, não importava o que ele falasse ou
fizesse, não suportaria passar por tudo de novo.
A única coisa que ela queria nesse momento
era que a dor passasse, que tudo ficasse bem de novo, mas sabia que depois
disso nunca mais seria a mesma pessoa, em poucos minutos passou de uma mulher
que amava, que tinha sentimentos, para uma pessoa que não queria mais essa
vida. Tentou parar de pensar nele e esquecer, mas o único sentimento que
conseguia ter naquela hora era ódio, dele, de si mesma e principalmente da
pessoa que o tirou dela.
Ela só queria que eles morressem naquele
minuto, para que nunca mais ouvisse falar daquela mulher e para ser obrigada a
esquecê-lo, pois sabia que não tinha forças para ficar longe dele, por mais que
isso a machucasse. Mesmo assim estava decidida que não o queria mais, mas
queria que ele sofresse, sofresse muito. Parou de chorar, escreveu um email
para ele e resolveu sair desse mundo.
Ela parou de sofrer. Mas ele teve que
viver com a culpa e a dúvida de que talvez se ele tivesse atendido o telefone
naquele dia ela ainda estaria aqui. Foi só quando perdeu que ele deu o valor
que ela tinha.
Patricia Strogenski
Nenhum comentário:
Postar um comentário